quinta-feira, 28 de abril de 2016

Reduziu!!


Depois de um mês de espera da última postagem temos novidades finalmente.
Na última segunda-feira, R fez nova tomografia e hoje tivemos a consulta com o oncologista. As notícias não poderiam ter sido melhores: o tumor encolheu!
Seguem números:


Antes da quimioterapia: 13 x 10 cm (30/nov/2015) - área de 130 cm2
2 sessões de quimio: 8,6 x 7,6 cm (05/jan/2016) - área de 65,36 cm2 (redução: 49,7%*)
4 sessões de quimio: 7,6 x 7,8 cm (22/fev/2016) - área de 59,28 cm2 (redução: 9,3%*)

2 meses após o fim da quimio: 7,3 x 6,9 cm (25/abr/2016) - área de 50,37 cm2 (redução: 15%*)

* sempre calculado em relação a tomografia anterior.

Como podem ver acima, desta vez calculei a área do tumor (apesar de um tumor ser tridimensional, calculei a área da imagem) e o percentual de redução entre tomografias. Observem que a redução percentual do tumor nestes 2 meses de "espera" (sem quimio ou radio), foi maior que a redução anterior. A quimioterapia continua atuando e a massa necrosada sendo absorvida pelo corpo!

Quanto ao exame de sangue, tudo tem evoluído para a normalidade desde os últimos exames, exceto os glóbulos brancos (leucócitos) que deram um retrocesso. O médico achou que no panorama geral está tudo indo muito bem. Reforçou, no entanto, que os próximos 12 meses (com acompanhamento de imagem bimestral) serão decisivos para o que possa acontecer na direção da cura. 

Dados do sangue de hoje:

WBC - leucócitos: 2,9 (normal de 4,0 a 10,8)
RBC - hemácias:  3,78 (normal de 4,20 a 5,50)
HGB - hemoglobinas: 12,1 (normal de 12,5 a 16,5)
HCT - hematócrito: 37,7 (normal de 37,5 a 49,5)
Plaquetas: 199 (normal de 145 a 400)
ANC - neutrófilos - 1,6 (normal de 1,7 a 8,1)
AFP (marcador de tumor alfa-feto-proteína) - 2,5 (normal de 0,5 a 8,0)


Próxima tomografia: 28/06/2016
Próxima consulta médica: 30/06/2016


sábado, 26 de março de 2016

Depois de muita espera: mais espera!



Finalmente o médico local entrou em contato na quarta-feira com uma definição da equipe de Indianápolis. Nossa reunião com o oncologista foi na quinta-feira. Resumo passado:

- o tipo de câncer de R é muito raro e mais ainda é ele ocorrer fora dos testículos. (ok, já sabíamos disso, mas foi mais uma confirmação).
- a cirurgia de retirada da massa residual é de alto risco. Quando necessário, deve-se procurar um mega especialista em cirurgia torácica e oncologista.

Hipóteses possíveis para o atual momento de R:

1 - pode ser que o câncer (parte seminoma e não seminoma) tenha sido completamente curado com a forte quimioterapia e que tenha sobrado apenas massa necrosada. Neste caso, ao longo do tempo, o corpo deverá absorver estas células mortas.
2 - pode ser que na massa residual tenha parcelas de teratoma (tumor benigno). Neste caso, não tem risco de metástase, mas a massa tende a crescer ao longo dos anos, podendo comprimir novamente os órgãos no entorno. O teratoma também tem risco de no futuro transformar-se em tumor maligno. Por isso, se existir teratoma, trata-se o caso também com cirurgia.
3 - pode ser que ainda exista tumor maligno que volte a se manifestar, e neste caso o tratamento no fim também é cirurgia, com possível quimioterapia na sequencia (que R teme mais que a cirurgia).

O que foi recomendado:

Acompanhamento a cada 2 meses com CT-scan (tomografia com contraste) e exame de sangue para análise dos indicadores de tumores. Se a massa crescer ou os indicadores alfa-feto-proteina (AFP) subirem acima do normal: cirurgia. Do contrário, segue acompanhando bimestralmente a situação por um bom tempo.

O AFP felizmente está bem dentro da faixa do normal (0,5 a 8,0). Foi decrescendo a cada ciclo de quimioterapia:

30 Nov 2015: 58.8
23 Dec 2015: 18.1
11 Jan 2016: 10.6
01 Feb 2016: 6.5
25 Feb 2016: 8.8
24 Mar 2016: 3.2

R topou a sugestão menos invasiva: acompanhar por tomografia e exame de sangue. Afinal, a hipótese número 1 pode ser real!!
A próxima tomografia será então dia 25 de abril e a consulta com o onco no dia 28 de abril. Então R tem um mês para não pensar no assunto e viver um pouco sem a palavra CANCER. 

"Começamos a colecionar vinhos ruins, porque os bons vamos beber hoje!"


Curiosidades sobre a raridade do caso:

  • Menos de 1% dos cânceres são de células germinativas;
  • Dentro do grupo de câncer de células germinativas, apenas de 2 a 5% ocorrem fora das gônodas (testículos ou ovários). E deste grupo de 50 a 70% ocorrem no mediastino;
  • 90% dos casos que ocorrem fora das gônodas ocorrem em homens adultos na faixa de 20 a 35 anos.
  • O câncer de células germinativas pode ainda se dividir em seminoma (mais fácil de tratar só com quimio e representam de 30 a 40% dos casos) e não-seminoma. R foi diagnosticado com os 2 tipos.
Fonte: artigo "Extragonadal germ cell tumors: clinical presentation and management", 
Costantine Albany e Lawrence H. Einhorn.

E a gente nem joga na loteria por não acreditar nas baixas chances de ser sorteado...

C.

terça-feira, 22 de março de 2016

Projeto feijão com arroz


Logo pela manhã o médico oncologista deu retorno sobre os exames de sangue de ontem. Nas palavras dele: "the blood results looks great."
Apesar de ter muita margem para melhora, os índices estão crescentes e continuamos no projeto "feijão com arroz, laranjinha e carne", ou seja, refeições completas no almoço e janta com muita vitamina.

C.


PS: AH! E não poderia deixar de comentar as últimas notícias sobre as famosas e "milagrosas" pílulas que curam câncer da USP. Já nos primeiros testes oficiais elas foram reprovadas. As notícias estão em vários jornais esta semana:

FOLHA: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2016/03/1752429-pilula-do-cancer-e-reprovada-em-primeiro-teste-oficial.shtml
EXAME: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/primeiros-testes-mostram-que-pilula-do-cancer-nao-e-eficaz

A própria Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC) divulgou nota este mês contra o uso de qualquer produto não registrado na ANVISA:

“Qualquer medicamento novo desenvolvido no Brasil, ou de uso relevante em saúde pública, recebe tratamento prioritário para as análises da agência. Ou seja, se os desenvolvedores da fosfoetanolamina, ou qualquer grupo de pesquisa do país, protocolarem solicitação para realizar os estudos clínicos que comprovem sua segurança e eficácia, a Anvisa o analisará com presteza e rapidez”, disse a nota da Anvisa e ainda acrescentou que “liberar medicamentos que não passaram pelo devido crivo técnico seria colocar em risco a saúde da população e retirar a credibilidade da Anvisa e dos próprios medicamentos fabricados em nosso país”.




segunda-feira, 21 de março de 2016

Aguardamos mais um pouco


Nossos contatos com equipe local em Washington e médicos de São Paulo continuam.
Sabemos que R ainda está dentro da "janela de tempo" prevista para se recuperar da quimioterapia, mas que ela deve terminar no início de abril. Até lá (esperamos que esta semana), o médico aqui deverá tomar uma decisão.

Na semana passada, em troca de emails com R, o oncologista informou que talvez a equipe de Indianápolis tome outra decisão: intervenção não cirúrgica. CDs com os exames tinham sido mandados para a outra equipe médica, mas a mídia deu problemas e uma nova remessa tinha sido providenciada, atrasando os planos.

Este final de semana (dia 19) completou 1 semana que R não precisou mais de remédios para náuseas. Ele continua tomando as injeções anti-coagulantes e o complemento de magnésio. Já iniciamos a semana também com contatos com o médico local. Ele deve responder em breve, pois sempre o faz no mesmo dia.



Exames de sangue de hoje, segunda-feira:

WBC - leucócitos: 3,9 (normal de 4,0 a 10,8)
RBC - hemácias:  3,29 (normal de 4,20 a 5,50)
HGB - hemoglobinas: 10,6 (normal de 12,5 a 16,5)
HCT - hematócrito: 32,2 (normal de 37,5 a 49,5)
Plaquetas: 212 (normal de 145 a 400)
ANC - 2,4 (normal de 1,7 a 8,1)

Magnésio: 1,5 (normal de 1,6 a 2,3)

O último exame de sangue tinha sido no dia 25/02: resultados aqui!


C.

terça-feira, 15 de março de 2016

O nome do blog


Dia desses eu estava lembrando em como surgiu o nome do blog. R tem este senso de humor para todas as horas e no início, quando poucos sabiam do diagnóstico, sempre aparecia um desavisado e fazia a pergunta rotineira do dia a dia:

"- E aí, tudo bem?"
"-Tirando o câncer, tudo bem." - respondia R prontamente.
E aí era aquela contradição de sentimentos: o pobre amigo chocado e R aproveitando a piada de humor negro dele mesmo.

No fim, acabou que o nome do blog ficou com duplo sentido. Acho que quem não viu R fazendo este tipo de piada, interpreta o significado como um só: "retirar, tirar, extrair, remover, finalizar" o câncer para ficar tudo bem. Mas acho que o primeiro significado também é importante de lembrarmos, que apesar de um diagnóstico como este, todo o resto continua bem e a vida prossegue.


Enquanto isso:

Continuamos na expectativa por notícias dos médicos. Esta espera me angustia, mas R parece estar mais tranquilo do que eu.

R tem se alimentado muito bem, já fomos até em churrascaria (carne vermelha é ótimo para elevar o hematócrito) e o peso dele está voltando ao normal. Tudo fica no estômago, exceto o açaí que tentamos na quinta passada sem sucesso: bateu e voltou. Logo o açaí que é a coisa que R mais gosta de comer! Que peninha!

C.


sexta-feira, 11 de março de 2016

Ainda sem novidades sobre a cirurgia!


Seguimos aguardando o contato do médico. Na última terça escrevemos a ele para sondar se já teriam alguma novidade, mas ele respondeu para não nos preocuparmos e esperarmos.

Por outro lado, acredito que a cirurgia nem poderia ser feita imediatamente pois R continua se recuperando da quimioterapia. Mesmo passado 1 mês da última quimio, ele continua fraco e com nauseas (especialmente nos fins de tarde).

C.

quinta-feira, 3 de março de 2016

And the winner is...


Toda a nossa expectativa para qual tratamento seria escolhido nesta próxima etapa apontava para radioterapia, mas o que o médico informou na ligação de ontem foi total surpresa! A decisão da equipe médica foi pela cirurgia torácica. Levamos um tempo para digerir a notícia...

Motivos alegados pelo médico:

Os 2 primeiros ciclos de quimio foram de grande sucesso (com boa redução do tumor), mas os últimos 2 ciclos já não apresentaram tão bons resultados. O último exame de sangue também apontou índices do alfafetoproteina ainda alterados, e estes estão relacionados a uma parte do câncer que não reage com radioterapia.

Mais surpresa:

O médico ainda sugeriu que R faça a cirurgia no grande centro de estudos de câncer de células germinativas, em Indianápolis, no estado de Indiana. Lá parece ter "o cara" para cuidar de R: oncologista cirurgião torácico com foco em câncer de células germinativas (além de câncer de pulmão e esôfago)! Mais especialista impossível.


R autorizou o envio dos exames já feitos para Indianápolis. Agora aguardamos o retorno dos médicos com mais informações, pois não temos idéia de quando esta operação irá acontecer.


Enquanto isso...

R está melhorando bem, e aos poucos voltando ao trabalho, mas ainda apresenta náuseas no período da tarde.

C.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Cirurgia, radioterapia ou mais quimioterapia???



Na última segunda-feira, a noite, conseguimos fazer os CDs da tomografia rodar finalmente e o que vimos não tinha nos deixado muito animados. Já estamos conseguindo "encontrar" o tumor com certa facilidade nas imagens e vimos que ele ainda estava "lá", pouco menor que da última tomografia. R nem quis pegar o laudo nos dias seguintes, antes de falar com o oncologista. Pra que se "pré-ocupar"??? O laudo só ia tirar mais o nosso sono.

Hoje finalmente nos encontramos com o oncologista depois da "última" sessão de quimioterapia e 3 semanas de "recuperação" (com uma semana internado por neutropenia). O oncologista confirmou a pouca redução do tumor nesta última etapa da quimioterapia.

O oncologista informou que na próxima quarta-feira analisará o caso com uma equipe multi-disciplinar (oncologistas, radiologistas e cirurgião de tórax). O palpite dele é que a decisão deva ser fazer radioterapia. Como o tumor de células germinativas de R é misto, com partes de não seminoma e partes de seminoma (duas classificações do tumor onde a primeira reage bem com quimioterapia e a segunda com radioterapia), esta opção de tratamento poderá fazer esta massa remanescente reduzir melhor do que a opção de mais quimioterapia. A cirurgia ainda parece ser muito desafiadora pelo tamanho do tumor.

Próxima quarta-feira o médico irá ligar para R para dar o parecer definitivo e o tratamento proposto. Se confirmado a radioterapia, serão de 5 a 6 semanas de tratamento. Serão visitinhas "rápidas" no hospital para levar 1 minuto de radiação direcionada no tumor. Entre os possíveis efeitos colaterais desta outra etapa estão fadiga (especialmente no fim do tratamento, pois o efeito é cumulativo) e talvez dores ao engolir, pois a região que a radiação vai ser aplicada poderá fragilizar o esôfago.


Medidas do tumor:

Antes da quimioterapia: 13 x 10 cm (30 de novembro de 2015)
Após 2 sessões de quimio: 8,6 x 7,6 cm (05 de janeiro de 2016)
Após 4 sessões de quimio: 7,6 x 7,8 cm (22 de fevereiro de 2016)


Exames de sangue de hoje, quinta-feira:

WBC - leucócitos: 5,3 (normal de 4,0 a 10,8) - normal!
RBC - hemácias:  3,29 (normal de 4,20 a 5,50) - baixo, mas não crítico
HGB - hemoglobinas: 9,8 (normal de 12,5 a 16,5) - baixo, mas não crítico
HCT - hematócrito: 30,3 (normal de 37,5 a 49,5) - baixo, mas não crítico
Plaquetas: 206 (normal de 145 a 400) - normal!
ANC - 2,7 (normal de 1,7 a 8,1) - normal!
Magnésio: 1,0 (normal de 1,6 a 2,3) - crítico



Enquanto isso...

Enquanto não temos notícias das próximas etapas, R continua tomando antibióticos até o próximo domingo. Com o aumento das plaquetas, voltou hoje às injeções de anticoagulante (tratamento que deverá continuar por mais uns 3 meses para prevenir que o coagulo que estava ao redor do cateter desloque-se para os brônquios e neste meio tempo se "dissolva"). Também está tomando suplemento de magnésio e remédio para nausea.


C.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Em casa


R está em casa desde sábado a noite.
As náuseas e vômitos continuam e acredito que possa ser do magnésio ainda estar baixo.
Hoje ele fez a tomografia com contraste e voltamos para casa com as imagens em CD. Para minha decepção os CDs só rodam em Windows e eu só tenho Apple em casa.
Um amigo vai trazer um micro emprestado no fim do dia para a gente rodar os CDs e no meio tempo tento fazer rodar nos micros da família no Brasil.
A interpretação das imagens, no entanto, só um oncologista poderá fazer. A consulta com o onco de R é quinta-feira, quando esperamos saber quais serão os próximos passos.

C.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Muitos decimais! :-)


Às 7 da manhã o médico residente passou no quarto para dizer que não tinha os números finais do exame de sangue do dia, mas adiantava que o ANC tinha subido muito pouco e nada suficiente para dar alta a R. No entanto, uma hora mais tarde, a enfermeira nos trouxe impresso os exames, e que mostraram o contrário do que o médico tinha dito!


Exames de sangue de hoje, sábado, às 05:48 horas:

WBC - leucócitos: 2,2 (normal de 4,0 a 10,8) - baixo, mas não crítico
RBC - hemácias:  2,90 (normal de 4,20 a 5,50) - baixo, mas não crítico
HGB - hemoglobinas: 8,6 (normal de 12,5 a 16,5) - baixo, mas não crítico
HCT - hematócrito: 25,2 (normal de 37,5 a 49,5) - baixo, mas não crítico
Plaquetas: 26 (normal de 145 a 400) - crítico

ANC - 1,0 (normal de 1,7 a 8,1) - Meta de 0,5 alcançada!

Magnésio: 0,9 (normal de 1,6 a 2,3) - crítico


Comemoramos os resultados com a enfermeira!! Pela meta que nos passaram, estes índices seriam suficientes para R ter alta do hospital. No entanto...


Disputas no Plantão Médico:

Bom, sabíamos que uma vez a meta atingida, R teria alta. Logo que os resultados dos exames chegaram pela enfermeira, R começou a inquirir quando seria o seu "check-out", sendo bastante insistente. A enfermeira, entendendo a ansiedade de R, por sua vez, foi atrás do médico residente, deixou recado e aguardava por ele. Quando finalmente se "encontraram" (enfermeira e médico residente), a discussão foi bastante enfática e inadequada: há poucos metros da porta do quarto de R.

Ouvi tudo! O médico dizia para a enfermeira para não se meter, que era ele que tomava as decisões, que os exames de sangue não diziam nada por si só, etc, etc. A enfermeira tentava se defender, dizendo que estava apenas conferindo informações previamente passadas a nós (pacientes) e que esperávamos uma resposta. No fim, o médico residente não quis liberar R hoje. Tomou a decisão de "acompanhar o estado de saúde" ainda até amanhã pela manhã. Ele estava claramente incomodado, e até suspeito que tomou a decisão de não dar alta a R para mostra "poder" sobre a enfermeira.

R ficou frustado.
A enfermeira também estava claramente frustrada depois da bronca pública e imprópria que sofreu.
Nós fizemos de conta que nada ouvimos para não constranger a enfermeira.

Mas depois, passou o médico "chefe", e a história já foi diferente. Ele estava muito satisfeito de R ter atingido o dobro da meta do ANC. Depois das infusões de magnésio (novamente prescritas devido a permanência de índices baixos no sangue), um novo exame de sangue será feito e R deve ter alta hoje. A enfermeira passou no quarto (para ajuste das infusões) sem comentar nada, mas com claro sorriso de satisfação no canto da boca.

Depois a sós, rimos muito do seriado "ao vivo" do Plantão Médico que tínhamos presenciado.


C.